Em cima da hora | Mais lidas de hoje

Sexta-Feira, 09 de Janeiro de 2009 | Última atualização ocorreu às 00:14hr

RSS Feeds Bookmark e Compartilhe



O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, cede 3,09% para os 36.616 pontos. O giro financeiro é de R$ 1,14 bilhão.


Os rumos da economia global determinam um dia de bastante nervosismo nos mercados financeiros na jornada desta quinta-feira. Acompanhando o mau humor externo, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) tem fortes perdas, enquanto o câmbio bate R$ 2,15. O Banco Central já vendeu moeda, logo pela manhã, e promove o seu habitual leilão de "swap" cambial.

O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, cede 3,09% para os 36.616 pontos. O giro financeiro é de R$ 1,14 bilhão.

O dólar comercial é negociado a R$ 2,156 para venda, o que representa um acréscimo de 1,65% sobre a pontuação anterior.

As principais Bolsas européias e americanas amargam baixa, a exemplo de Londres (recuo de 2,62%), Frankfurt (queda de 4,52%) e Nova York (retração de 1,09%).

Entre as principais notícias do dia, o BCE (Banco Central Europeu) ajustou a taxa de juros de 3,75% ao ano para 3,25%, conforme esperado pelo mercado financeiro. E numa iniciativa surpreendente, o Banco da Inglaterra reduziu a taxa de juros local em 1,5 ponto percentual, para 3%.

Analistas comentaram que o ajuste agressivo de juros pelo banco inglês reforçou a percepção de que o país deve enfrentar uma severa recessão. Essa percepção foi reforçada pelo novo relatório do FMI (Fundo Monetário Internacional), que projetou uma contração de 1,3% para o PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido em 2009.

O Fundo estima um crescimento da economia mundial de apenas 2,2% em 2009. A projeção anterior era de 3%. O rebaixamento da previsão foi provocada principalmente pelo desempenho esperado pelos países desenvolvidos: o relatório aponta que haverá que o PIB das economias centrais sofrerá uma retração de 0,3% no ano que vem.

Brasil

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou que a produção industrial caiu em sete das 14 regiões pesquisadas em setembro na comparação com o mês anterior.

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) avaliou que os efeitos da crise internacional na economia brasileira pode reduzir a necessidade de aumento dos juros para segurar a inflação. Não estão descartados, no entanto, novos aumentos da taxa básica no futuro. A análise consta da ata divulgada hoje, mas relativa à reunião da semana passada, em que o Comitê decidiu manter a taxa de juros em 13,75% ao ano.

A FGV (Fundação Getúlio Vargas) revelou hoje que o IGP-DI de outubro, que subiu 1,09% em outubro, ante 0,39% de setembro. Economistas do setor financeiro projetavam variação de 1%.
 

Orkut Tudo Agora