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Terça-Feira, 18 de Novembro de 2008 | Última atualização ocorreu às 17:20hr

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Banco no celular ainda se limita a consultas

16/06/2008 - 15:17:00 -



Quando poderemos comprar uma Coca-cola usando apenas o celular?


Quando poderemos comprar uma Coca-cola usando apenas o celular? Se depender dos bancos, isso ainda deve demorar no Brasil.

Isso porque não há definição na padronização da infra-estrutura tecnológica e de um modelo de negócio para os micro pagamentos. Parte pela diversidade de modelos de celulares e a dificuldade de se criar uma aplicação universal, mas também por ainda ser muito alto o custo da transação realizada por dispositivos móveis.

“O pagamento pelo celular não decolou. Tudo depende de boa vontade e de um grande acordo entre operadoras, empresas de cartão de crédito e os bancos”, afirma Carlos Eduardo Corrêa da Fonseca, diretor de tecnologia da Febraban, durante a abertura do evento Internet Móvel da INFO que acontece nesta segunda-feira (16).

Por enquanto, os clientes devem se contentar com o mobile banking basicamente para fazer consultas e algumas transações. É o caso do Banco do Brasil, que tem quase 600 mil clientes com celulares cadastrados. “Do total dos acessos ao banco pelo celular, apenas 5% são de transferências ou pagamentos. O restante são consultas”, diz Glória Guimarães, diretora de tecnologia do BB.

Desde maio, o banco está operando o home broker pelo celular – compra e venda de ações - e já foram realizadas 6,8 mil transações. O BB também possui um piloto de pagamento por celular via SMS, voltado a produtos de entrega rápida, como pizzas e lanches. Mas por depender da rede das operadoras, o banco criou uma confirmação via web caso o SMS não chegue ao destino.

No Itaú, apenas clientes de alto valor têm acesso aos novos produtos desenvolvidos para celulares que possuem suporte a 3G HSDPA. “Pelo telefone, o cliente consegue obter informações detalhadas das ações pode meio de gráficos, além de assistir a filmes de analistas dando dicas de investimento”, afirma Luís Antonio Rodrigues, diretor de sistemas de canais eletrônicos do Itaú.

Segundo o executivo, a base de usuários de mobile banking do Itaú ainda é pequena. Mas, desde 1999, quando foi criado o primeiro portal WAP do banco, o número de clientes que aderem a plataforma cresce a taxas de 20% ao ano.

Para a criação e consolidação de novos serviços, o diretor de tecnologia da Febraban defende que a padronização do celular como canal deve seguir os passos do que foi feito no início da web. “A internet só decolou quando houve uma padronização com o http e o www”, diz Corrêa da Fonseca.

da INFO