Em cima da hora | Mais lidas de hoje
Quarta-Feira, 17 de Março de 2010 | Última atualização ocorreu às 16:17hr
- Versão para impressão
- Enviar para amigo
- Tamanho da fonte: A A
G20 termina com pedido de reforma profunda no FMI e no Banco Mundial
09/11/2008 - 15:36:05 - G1
Emergentes precisam ter mais voz nessas instituições, diz documento final.
Os ministros reunidos no fórum do G20, realizado neste final de semana em São Paulo defenderam, no documento de encerramento do encontro, a profunda reforma e o fortalecimento do papel do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial na atual crise financeira, com uma maior representação dos países emergentes nesses organismos multilaterais.
"O FMI, o Banco Mundial e outras instituições financeiras internacionais têm um papel importante a representar, consistente com seus mandatos, de ajudar a estabilizar e fortalecer o sistema financeiro mundial, avançar na cooperação internacional para o desenvolvimento e auxiliar os países afetados pela crise", diz o documento.
Os presentes ressaltaram que as instituições de Bretton Woods precisam de uma "reforma profunda", que reflita mais adequadamente os pesos da economia mundial e que seja mais responsivo a futuros desafios.
"Os países emergentes e em desenvolvimento deveriam ter mais voz e representação nesses organismos", diz o documento. "Essas reformas também devem levar em conta os interesses dos países mais pobres.”
Solução para a crise
Na declaração conjunta, os países apontaram que o maior desafio atual é solucionar a crise financeira de uma maneira "durável", e mitigar o impacto da turbulência financeira na atividade econômica mundial, por meio de açoes compreensivas e coordenadas entre os países.
"O G20, com sua ampla representação das economias sistemicamente importantes, tem um papel crítico a representar, assegurando a estabilidade econômica e financeira global e, com esse propósito, está comprometido a incrementar sua colaboração."
A proposta do governo brasileiro, também divulgada ao fim do encontro, vai levar à reunião de chefes de Estado do G20, no próximo dia 15, em Washington (EUA), inclui a criação de um órgão de alerta de risco nas economias, que funcionaria nos moldes de agências privadas, como a Standard & Poor's e a Fitch.
O documento também reforça a reformulação de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Com maior participação de emergentes, esse "FMI reformulado", de acordo com a proposta brasileira, poderia ser responsável pela medição do risco das diferentes economias.
A proposta formaliza as recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo o documento, o objetivo é transformar o G20 em um grupo de chefes de Estado e de governo, e não mais de ministros e presidentes de bancos centrais, como acontece atualmente.
Entre as mudanças propostas para o grupo está a realização de pelo menos duas reuniões anuais, antes dos encontros periódicos do FMI e do Banco Mundial, e não apenas uma, em novembro, como ocorre atualmente. “(O G20 deverá) priorizar deliberações com resultados práticos em termos de políticas públicas”, diz o documento.
Palavra de Mantega
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou neste domingo, na entrevista coletiva de encerramento da reunião do G20, que o grupo poderá coordenar ações contra a atual crise financeira, considerada a pior em 80 anos. “A maioria dos países concorda que se deva fortalecer o G20 e que ele deve ter um papel maior”, ressaltou.
De acordo com Mantega, houve concordância de que os países devem realizar uma política "anticíclica, fiscal e monetária", adequadas às condições de cada país. Foi apontada ainda, disse o ministro, a necessidade de os países avançados ajudarem os emegentes com relação ao fluxo financeiro.
O ministro disse acreditar que cada país saberá "calibrar" a politica de juros de acordo com sua peculiaridade. "Aqui no Brasil as autoridades monetárias saberão regular suas políticas para esse novo cenário", ressaltou.
Segundo Mantega, a crise financeira não pode esperar a reforma do sisitema para dar soluções. "As soluções têm que ser mais imediatas. Vamos ter que trocar a roda do carro com ele em movimento."
- Versão para impressão Enviar para amigo
- Tamanho da fonte: A A
Notícias Relacionadas
26/02/2010 - Aprovado pedido de impeachment de Arruda
04/12/2009 - OAB aprova pedido de impeachment contra Arruda
02/12/2009 - Arruda enfrenta quarto pedido de impeachment na Câmara do DF
20/10/2009 - Deputados votam parecer sobre pedido de impeachment de Yeda Crusius
30/09/2009 - Conheça as novas regras de campanha - Lula sanciona reforma eleitoral e libera debate na web
29/09/2009 - Presidente sanciona lei da reforma eleitoral
17/09/2009 - Saiba o que muda com a reforma eleitoral
17/09/2009 - Câmara aprova reforma eleitoral com internet livre
Últimas matérias
-
17/03/2010 (10h40)
CNI/Ibope: Serra tem 35% e Dilma, 30% das intenções de voto
-
17/03/2010 (09h05)
Sérgio Cabral decreta ponto facultativo em protesto
-
16/03/2010 (21h12)
Perda do mandato - TRE cassa o mandato de Arruda
-
16/03/2010 (09h33)
TRE decide hoje se Arruda perderá mandato
-
16/03/2010 (09h13)
Eleições - PSDB aposta em Aécio Neves para Senado
-
16/03/2010 (07h13)
Sarney fala para Cabral sobre questão dos royalties 'guarde lágrimas'
-
13/03/2010 (09h51)
Veja entrevista com Zélia Cardoso de Melo, a mulher que bloqueou a poupança em 1990
-
12/03/2010 (09h13)
Presidente Lula faz crítica aos editoriais. "Há falsos democratas nos jornais"


