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Sexta-Feira, 09 de Janeiro de 2009 | Última atualização ocorreu às 11:24hr

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O STF (Supremo Tribunal Federal) julga nesta quarta-feira duas ações diretas de inconstitucionalidade


O STF (Supremo Tribunal Federal) julga nesta quarta-feira duas ações diretas de inconstitucionalidade que questionam a resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a fidelidade partidária.

Pela resolução, deputados federais, estaduais e vereadores que mudaram de partido depois de 27 de março de 2007, e senadores, depois de 16 de outubro do mesmo ano, podem ser obrigados a devolver os mandatos para os partidos que os elegeram.

Ontem, o advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, se reuniu com o presidente do STF, Gilmar Mendes. No encontro, Toffoli defendeu a resolução do TSE.

As ações foram ajuizadas pelo PSC e pela Procuradoria Geral da República. O argumento para questionar a constitucionalidade da resolução é que TSE teria invadido a competência da União para legislar sobre direito eleitoral e processual.

Toffoli afirmou que a AGU tem a competência profissional de defender a legalidade e a constitucionalidade dos atos do poder público e, por isso, já se manifestou a favor da resolução do TSE. "Nós estamos defendendo que a ação é improcedente, ou seja, que a resolução adotada pelo Tribunal Eleitoral está correta", afirmou.

As ações dizem ainda que a resolução afronta a artigo 121 da Constituição Federal, que determina que a competência dos tribunais, juízes e juntas eleitorais tem de ser definida anteriormente por lei complementar --e não por resolução do TSE.