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Quinta-Feira, 08 de Janeiro de 2009 | Última atualização ocorreu às 23:40hr

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Comentários surgiram durante palestra do autor, no Rio



Gilberto Braga não poupou comentários sobre colegas
de profissão
Onofre Veras/Ag. News Gilberto Braga não poupou comentários sobre colegas de profissão

Com a língua bastante afiada, o autor Gilberto Braga participou na tarde desta quarta-feira, 12, de uma palestra no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Para completar um ciclo de palestras que fazem parte do projeto “Eu Vejo Novela”, Gilberto falou sobre suas histórias e disparou alfinetadas para alguns autores conhecidos pelo grande público:

“O Agnaldo Silva é um dos autores que não varia de estilo sem suas obras, já Manuel Carlos, faz histórias que no dia seguinte viram comentários da mulherada nos cabeleireiros. O Sílvio de Abreu é um dos meus grandes amigos e já caiu no gosto popular, enquanto eu faço sucesso nas classes mais elevadas. Bom mesmo é a dupla Glória Perez e Janete Clair, essa última já falecida. As críticas pessoais é algo que não funciona bem para elas. Comigo é ao contrario: se não está bom, manda ruim e faz melhor no dia seguinte”, disse Gilberto durante a palestra.

Quando questionado sobre a possibilidade de escrever textos para o cinema, Gilberto foi bastante categórico e soltou o verbo: “Eu ganho muito bem para fazer o que faço. Trabalho muito enquanto uma novela está no ar, mas depois fico meses sem fazer nada, só gastando. Cheguei a fazer o começo do roteiro de Central do Brasil, com o Waltinho (Walter Salles), mas acabei desistindo quando ele me veio com uma história de que a gente iria viajar de caminhão pra lá e pra cá. Deixei tudo de lado e me mandei para a Europa. Comi nos melhores restaurantes e dormi nos melhores hotéis”, comentou.

Com uma novela encomendada para 2010, o autor disse que havia um projeto para transformar em minissérie a vida do cantor e compositor Tom Jobim. Porém, por exigências de sua produção, acabou deixando o projeto de lado: “Não tenho como falar de Tom Jobim em 12 capítulos. Queria um texto que falasse sobre ele, mas com ele de pano de fundo. Pensei em construir um painel sobre os trinta anos da música popular brasileira”, concluiu.