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Sexta-Feira, 09 de Janeiro de 2009 | Última atualização ocorreu às 20:24hr

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O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, desvaloriza 1,80% e atinge os 35.143 pontos


O mercado global enfrenta um de bastante nervosismo com a confirmação de que, uma a uma, as maiores economias do planeta entram em recessão. Hoje foi a vez do Japão, o que derrubou as Bolsas de Valores asiáticas, contaminando os negócios na Europa, e se espalhando pelos mercados americanos, sem exceção da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). O câmbio alcança R$ 2,32.

O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, desvaloriza 1,80% e atinge os 35.143 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,02 bilhões.

O dólar comercial é vendido por R$ 2,328, em alta de 2,55%. A taxa de risco-país marca 461 pontos, número 1,31% acima da pontuação anterior.

As Bolsas européias e americanas amargam perdas, a exemplo de Londres (declínio de 2,50%), Frankfurt (queda de 4%) e Nova York (retração de 2,64%).

Entre as principais notícias do dia, o governo japonês comunicou que o PIB (Produto Interno Bruto) nacional sofreu uma contração de 0,1% no terceiro trimestre, tecnicamente colocando o país em uma recessão. Na semana passada, a Alemanha, a Espanha, entre outros países europeus, também admitiram que caíram em recessão a partir do terceiro trimestre deste ano.

E nos EUA, investidores e analistas acompanham o "drama" da indústria automobilística, que reivindica auxílio financeiro do governo para não quebrar, a exemplo da gigante General Motors. Há, no entanto, complicações políticas, com um 'racha' entre democratas e republicanos, a exemplo do pacote de US$ 700 bilhões aprovado com dificuldades no Congresso americano.

No setor financeiro, o banco Citigroup deve anunciar ainda hoje, segundo a imprensa americana, uma demissão de até 50 mil pessoas, em mais um desdobramento da crise dos créditos "subprime".

No front doméstico, a companhia aérea Gol informou um prejuízo de R$ 474,3 milhões no terceiro trimestre deste ano, mais uma vez, como resultado do impacto da brusca valorização do dólar sobre o caixa da empresa. No terceiro trimestre do ano passado, a companhia havia apurado ganho de R$ 49,41 milhões.

O boletim Focus, preparado pelo Banco Central, mostrou que a maioria dos economistas do setor financeiro começou a rever para cima suas projeções para a taxa de câmbio: a cotação prevista para dezembro subiu de R$ 2,06 para R$ 2,10.

 

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