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Sexta-Feira, 09 de Janeiro de 2009 | Última atualização ocorreu às 21:58hr

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Essa é uma das principais reivindicações constante de um documento que já vem sendo elaborado


Líderes das principais centrais sindicais defenderam hoje (17) ao discutirem o encaminhamento ao governo federal e ao Legislativo de propostas para a preservação do emprego e do poder de compra dos assalariados, que as empresas que receberem dinheiro público como auxílio contra a crise financeira internacional devem se comprometer a não fechar postos de trabalho.

Essa é uma das principais reivindicações constante de um documento que já vem sendo elaborado há algum tempo e que deverá ser entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Congresso Nacional, ainda essa semana.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, informou que paralelamente à entrega do documento, está sendo solicitada um audiência para discutir o assunto com os ministros da área econômica.

Ele disse que esse documento é uma antecipação do que seria defendido durante a 5ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora, marcha prevista para ser realizada no próximo dia 3, rumo a Brasília.

“O setor automobilístico, por exemplo, recebeu dos governos estadual e federal uma linha de crédito de R$ 8 bilhões. Custaria o governo por lá [colocar no documento de repasse da verba] uma cláusula que tem de garantir o emprego dos trabalhadores?”, afirmou.

“Se a gente não reclamar, essas coisas vão continuar acontecendo, porque estão sendo colocados recursos no setor da indústria automobilística, da construção civil e rural e não tem uma contrapartida para os trabalhadores”, acrescentou.

O secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Canindé Pegado, denunciou que algumas empresas do setor da construção civil e do comércio já estão efetuando cortes de trabalhadores como conseqüência da crise financeira internacional. Além “dessa grave situação de desemprego iminente”, têm empresas chamando as categorias para “reduzir os ganhos reais de salários, obtidos, recentemente”. Segundo Pegado, essas demissões estão ocorrendo no Paraná e em São Paulo.

Pegado informou que a pauta de reivindicações tem itens já questionados ao longo dos últimos dois anos como, por exemplo, redução da jornada sem redução do salários; a extinção do fator previdenciário; a ratificação das convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho, que muda as regras para a demissão sem justa causa .

“E agora em razão da conjuntura econômica, queremos redução das taxas dos impostos e também que o governo ao repassar recursos para subsidiar empresas em dificuldade, principalmente os bancos, essas empresas dêem a contrapartida de garantia do emprego”, assinalou.

O documento contendo as propostas conta com o apoio da CUT, da Força Sindical, da CGT¨B, sa CTB, da UGT e da NCST, entidades que representam em torno de 50 milhões de trabalhadores. Só a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior delas, têm 22,7 milhões de trabalhadores filiados.


 

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