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Justiça ouve testemunhas do caso de inglesa esquartejada em Goiânia
20/11/2008 - 12:39:08 - G1
A Justiça ouviu nesta quarta-feira (19) testemunhas de defesa e acusação de Mohammed D’Ali
A Justiça ouviu nesta quarta-feira (19) testemunhas de defesa e acusação de Mohammed D’Ali Carvalho dos Santos, acusado de matar e esquartejar a inglesa Cara Burke, de 17 anos, em julho. A audiência foi realizada pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, e acompanhada pelo rapaz.
Para a Justiça, o porteiro do prédio onde o rapaz confirmou ter matado e esquartejado a jovem disse ter visto Mohammed na noite seguinte ao crime saindo do prédio com uma mala. O objeto foi depois ncontrado em um ribeirão de Goiânia, com uma parte do corpo da vítima.
As testemunhas de defesa, incluindo uma namorada do rapaz há sete meses, confirmaram a versão de que ele é usuário de drogas, na tentativa de justificar a brutalidade do crime. O irmão de Mohammed, Bruce Lee, disse que sob o efeito de drogas o jovem tem um comportamento agressivo.
Para o promotor Milton Marcolino, a estratégia da defesa não vai funcionar
Suborno
O comandante do batalhão das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitana (Rotam), Cláudio de Oliveira Silva, que estava na equipe responsável pela prisão do rapaz também foi ouvido. Ele disse à Justiça que, em uma gravação de dezessete minutos seguidos, Mohammed contou detalhes do crime e ofereceu dinheiro à polícia para não ser preso.
O juiz também ouviu o homem que emprestou o carro para Mohammed transportar o corpo da inglesa. Ele foi denunciado pelo crime de ocultação de cadáver, mas recebeu um benefício previsto em lei. O processo fica suspenso por dois anos e pode ser extinto se, nesse período, ele seguir algumas regras.
De acordo com o juiz, o rapaz não pode freqüentar lugares que vendem bebidas alcoólicas, não pode sair da comarca por mais de 10 dias sem a autorização do juiz, não pode mudar de endereço sem informar à Justiça e deve comparecer em juízo todo mês para informar sobre suas atividades.
O interrogatório de Mohammed ficou marcado para a próxima quarta-feira, dia 26 de novembro. O juiz afirmou que, depois de ouvir o acusado, o processo deverá ser suspenso para a realização de exames de sanidade mental e dependência química pela junta médica do Tribunal de Justiça.
De acordo com o juiz, a expectativa é de que os exames sejam concluídos até fevereiro e o julgamento seja realizado até abril de 2009.
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