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Quinta-Feira, 18 de Março de 2010 | Última atualização ocorreu às 23:21hr

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Jornal: prostíbulo investigado pagaria R$ 2 mil a PMs

A Polícia Federal (PF) teria descoberto que o suposto esquema de tráfico de influência e corrupção, envolvendo o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) que manteve aberto o prostíbulo de luxo W.E., pagava R$ 2,5 mil por mês para usar policiais militares em sua segurança externa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os dados teriam sido levantados a partir da contabilidade do prostíbulo, que seria usado para lavar dinheiro desviado do BNDES. Segundo o Estado, escutas telefônicas feitas pela PF mostram o suposto lobista da quadrilha, o coronel da reserva da PM Wilson de Barros Consani Junior, conversando sobre a concessão de camarotes com o comando da Polícia Militar.

O suposto esquema de lavagem de dinheiro veio à tona com a Operação Santa Teresa, da Polícia Federal. Entre os envolvidos no esquema, a investigação da PF apontou para o nome do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, que se afastou da presidência do PDT-SP e da Executiva Nacional da legenda.

O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Antônio Carlos Rodrigues (PR), o Carlinhos, também é investigado no caso, suspeito de estar diretamente ligado a manobras que teriam permitido ao esquema manter aberta a casa W.E., apesar de falta de alvará e irregularidades na construção do prédio que ocupava na Rua Peixoto Gomide, em Cerqueira César, na região central.

Editor-chefe: Eric Costa

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