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Segunda-Feira, 22 de Março de 2010 | Última atualização ocorreu às 11:37hr

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Delegado está impedido de exercer qualquer função até fim de processo.

A Polícia Federal decidiu afastar o delegado Protógenes Queiroz das atividades na corporação por tempo indeterminado. A medida foi tomada na última quinta-feira (9) e informada na segunda-feira (13) ao delegado, que é alvo de processo disciplinar “em virtude de participação em atividade político-partidária”.

O processo, segundo a assessoria da PF, foi instaurado pela Corregedoria do órgão em Minas Gerais, estado onde aconteceu, em setembro do ano passado, o comício do petista Paulo Tadeu Silva D'Arcádia - candidato a prefeito de Poços de Caldas (MG) - do qual Protógenes participou. O G1 já tentou falar com o advogado do delegado, mas ainda as ligações não foram atendidas.

Apesar de não poder realizar atividades na PF, o delegado continua a receber salários. Caso seja comprovado que ele infringiu as normas da instituição, o delegado pode chegar a ser demitido.

Na portaria com a decisão, a PF manda “suspender preventivamente e afastar do exercício do cargo até decisão final do processo administrativo e disciplinar o servidor Protógenes Queiroz”. O afastamento é comum nesse tipo de processo. Trata-se de medida automática nos casos em que o funcionário pratica alguma falta de natureza grave.

O delegado que coordenou a operação Satiagraha, que apura supostos crimes financeiros atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, estava servindo na Coordenação-Geral de Defesa Institucional (CGDI) desde que concluiu o Curso Superior de Polícia.

 

Editor-chefe: Eric Costa

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