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Quadrilha que sequestrava donos de lojas de carro em Curitiba é presa

28/04/2009 - 10:19:27 - Márcio Barros / Paraná Online


Cinco suspeitos de integrar uma quadrilha que sequestrava e roubava donos de lojas de carros

Cinco suspeitos de integrar uma quadrilha que sequestrava e roubava donos de lojas de carros foram presas por policiais do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) na manhã de ontem e tarde de sexta feira. O valor dos golpes pode passar de R$ 500 mil e a polícia acredita que outras vítimas possam aparecer.

Eduardo César Xavier, 36 anos, Bruno Santiago Castela, 29, Jorge Admar da Silva Moraes, 38, e Silmara Machado, 36, forma presos na sexta-feira. Com eles foi apreendida uma pistola calibre 380. Rafael Gabardo foi preso na manhã de ontem.

O bando era investigado há cerca de 25 dias, quando o Tigre começou receber as denúncias e identificou oito vítimas da quadrilha. Segundo o delegado-chefe do Tigre, Riad Braga Farhat, os bandidos ofereciam carros a revendas de automóveis, mas não levavam os veículos até a loja.

“Um deles chegava na loja a pé e dizia que tinha dois carros para vender, devido a transação imobiliária. Só que, como estava sozinho, não tinha como levar os dois veículos para mostrá-los ao dono da loja”, explicou Riad. “Como os preços eram atrativos, o empresário era convencido a ir até o local onde os carros estariam. Assim que a vítima entrava na casa, era anunciado o sequestro”, completou o delegado.

Grana

Os bandidos faziam o empresário ligar para a loja e dizer que iria comprar os automóveis. Pedia para um funcionário depositar o dinheiro em uma conta, sem contar o que estava acontecendo. As quantias exigidas chegavam a R$ 100 mil e o empresário ficava em poder da quadrilha até cinco horas.

“Acreditamos que esse golpe era aplicado desde o fim do ano passado, só que as vítimas não denunciavam pois os bandidos ameaçavam voltar e atacar os familiares, entre outras ameaças.” Todos foram autuados por extorsão mediante sequestro e transferidos para o Centro de Triagem II, em Piraquara.

Cativeiro


As casas usadas como cativeiro eram sempre diferentes. Segundo o delegado, eles iam até uma imobiliária, se apresentavam como pessoas interessadas em locar o imóvel, pegavam as chaves e a devolviam no fim do dia.

A polícia ainda investiga o dinheiro, depositado em contas correntes de pessoas físicas. “Identificamos que a responsável por conseguir as contas era Silmara”, contou.

Até agora o Tigre já identificou pelo menos oito vítimas do golpe em Curitiba e Santa Catarina, mas o delegado acredita que eles tenham feito vítimas também no Rio Grande do Sul e em São Paulo.

Editor-chefe: Eric Costa

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