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Domingo, 14 de Março de 2010 | Última atualização ocorreu às 16:12hr

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Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, Cara e Mohammed eram namorados

Começou nesta quinta-feira o julgamento de Mohammed D'Ali Carvalho dos Santos, 20, acusado de matar e esquartejar a adolescente britânica Cara Marie Burke, 17, em julho do ano passado, em Goiânia (GO).

Mohammed é acusado de homicídio qualificado por motivo fútil, uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e, destruição e ocultação de cadáver.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, Cara e Mohammed eram namorados. Eles se conheceram em Londres, onde morava a mãe do rapaz. Cara veio duas vezes para o Brasil e chegou a morar com o rapaz em Goiânia.

De acordo com a Polícia Civil, o rapaz matou a garota em seu apartamento porque não queria que ela retornasse para o Reino Unido e porque ela ameaçava delatar seu envolvimento com as drogas. A polícia afirma que ele deixou o som em volume alto e esfaqueado Cara. Depois, colocou o corpo no box do banheiro e saiu para uma festa.

No dia seguinte, ele esquartejou o corpo --para facilitar o transporte-- e fotografou com a câmera de seu telefone celular. As partes do corpo da adolescente foram jogadas em um córrego da cidade e o Corpo de Bombeiros levou alguns dias para encontrar todas as partes. O IML (Instituto Médico Legal) identificou a garota com base nas impressões digitais.

Na ocasião, o rapaz afirmou à polícia que cometeu o crime devido ao uso abusivo de drogas --principalmente cocaína e crack, e se disse arrependido. "Quero pagar pelo que fiz", afirmou.

Avaliação

Na semana passada, o juiz Jesseir Coelho de Alcântara recebeu o laudo de uma avaliação psicológica a qual Mohammed foi submetido no dia sete de maio a pedido dos advogados de defesa e que constatou que o acusado possui um transtorno de personalidade antissocial, que caracteriza perturbação da saúde mental.

A avaliação feita em Mohammed considerou fatos como a perda do pai e outros atos de agressividade já praticados pelo jovem, como quando feriu com uma faca o irmão mais velho, aos dez anos. De acordo com o TJ-GO, a avaliação concluiu que a desestrutura familiar alterou a personalidade do estudante.

Com base nos dados, o laudo defende que o acusado obtenha "tratamento multidisciplinar, psiquiátrico e psicológico, desenvolvido por terapeuta familiar, em ambulatório".

Um outro laudo, feito em fevereiro, pela Junta Médica Oficial do Poder Judiciário havia apontado Mohammed como "psicopata", sendo um "pessoa de alta periculosidade". Segundo o psiquiatra Luiz Fernando Froés Fleury, diretor da Junta Médica, "a chance de ele reincidir é muito alta".
 

Editor-chefe: Eric Costa

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