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Quarta-Feira, 20 de Agosto de 2014 | Última atualização ocorreu às 13:52hr

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Caixa Econômica Federal analisa 270 projetos de construtoras.

Após um mês de funcionamento, o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, tem 270 projetos analisados pela Caixa Econômica Federal (CEF). Levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) feito a pedido do G1 revela que as construtoras pediram financiamento para 55 mil moradias até agora.

 

O programa, que pretende viabilizar a construção de pelo menos um milhão de moradias nos próximos anos, foi lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 25 de março, mas sua operação começou oficialmente em13 de abril.

A maior parte dos projetos no programa Minha Casa, Minha Vida estão concentrados na região Sudeste. O presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, disse que a expectativa do setor é que nos próximos 60 dias a Caixa esteja analisando contratos de aproximadamente 300 mil unidades habitacionais. “Em 60 ou 90 dias teremos cerca de 300 mil unidades em andamento na Caixa”, disse o empresário.

Os dados da Caixa Ecônomica, atualizados até o dia 8 de maio, mostram que os 270 projetos em estudo se referem ao financiamento de 46.859 moradias. Segundo a Caixa, os dados da CBIC são mais atualizados.

 

Dos projetos em estudo, 37 pedem o financiamento de 11.198 moradias para mutuários com renda entre zero e três salários mínimos. Nessa modalidade, o subsídio do governo federal é quase total. O mutuário paga uma prestação mínima de R$ 50,00 e ainda tem garantia de não perder o imóvel mesmo que fique inadimplente.

Outros 120 projetos em análise pela Caixa pedem o financiamento de 18.581 moradias para mutuários com renda entre três e seis salários mínimos. Para esse grupo de mutuários, o programa subsidia o valor da prestação, e a taxa de juros do financiamento varia entre 5% e 6% ao ano. Esses mutuários também têm acesso ao fundo garantidor, que permite inadimplência por até 36 meses.

Outros 113 projetos do total de 270 em análise pela Caixa pedem financiamento de 17.354 habitações para mutuários com renda entre seis e dez salários mínimos. Nesse caso, o programa federal pretende financiar com juros subsidiados 200 mil moradias.

 

Bom desempenho

O presidente da CBIC elogiou o desempenho inicial do programa e disse apostar que até a metade do ano que vem a Caixa estará analisando o financiamento de pelo menos 600 mil habitações. “Nossa previsão é que tenhamos entre 600 mil e 650 mil unidades em andamento na Caixa, com contratos em análise. Isso falando por baixo”, afirmou.

Segundo ele, a greve em algumas áreas da banco não está afetando o programa na área de análise até agora, mas as construtoras enfrentam dificuldades em outros projetos. “A greve na Caixa Econômica Federal que está atrapalhando um pouco, mas não na avaliação dos projetos habitacionais. Mas as áreas ligadas à engenharia, medições e fiscalização estão paradas”, reclamou.

Para o empresário, o programa não vai parar quando atingir o objetivo de se construir um milhão de moradias. “Nosso objetivo é não ficar no um milhão de moradias. Queremos atender a demanda de 7,5 milhões de unidades, que é o déficit total do Brasil. Nós achamos que o programa Minha Casa, Minha Vida é o começo de um projeto nacional. Foram abertos os caminhos jurídicos e fiscais para isso”, analisou.

 

 

 

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