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Sexta-Feira, 19 de Março de 2010 | Última atualização ocorreu às 23:53hr

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Aeronaves militares mantêm os trabalhos de reconhecimento na região, em busca de destroços do Airbus.

As condições climáticas na região do Atlântico onde caiu o avião da Air France que fazia o voo 447 prejudicam as buscas nesta sexta-feira. Em Recife (PE), o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do Decea (diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo), afirmou que há chuva na região e que a visibilidade é baixa.

Aeronaves militares mantêm os trabalhos de reconhecimento na região, em busca de destroços do Airbus.

Um grupo de familiares de ocupantes do voo 447 seguiu na manhã de hoje do Rio para Recife para conhecer os trabalhos de busca. No Cindacta-3 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), os parentes dos ocupantes da aeronave assistirá a uma exposição sobre a operação por destroços do Airbus e suas dificuldades.

Os parentes não irão a Fernando de Noronha, acompanhar de perto as buscas. Após a reunião no Cindacta, o grupo retornará ao Rio.

Segundo Cardoso, as condições meteorológicas ruins afetaram até o trabalho do avião-radar R-99. É este aparelho que faz o primeiro reconhecimento por radar e indica as coordenadas geográficas. Elas são repassadas às embarcações da Marinha, que, por sua vez, se aproximam dos locais detectados.

Afora o R-99 a Aeronáutica se vale de outros aviões. O piloto de um deles que esteve hoje na região onde foram encontrados os destroços voltou a Recife e falará com parentes dos ocupantes da aeronave. "Vão mostrar pra eles a dificuldade de fazer a visualização pois trata-se de uma missão complexa, dura várias horas para fazer as buscas e precisa ser tripulação e aeronave especializadas", disse Cardoso.

Devido ao contexto de má condição climática no oceano e dificuldade de visualização e chuva, a possibilidade de encontro de sobreviventes e corpos se tornam cada vez mais distantes.

O trabalho de resgate não será abandonado, segundo o brigadeiro. Entretanto, as equipes vão intensificar os trabalhos para encontro de peças que possam elucidar o sumiço do jato.

O diretor do Decea afirmou que outros materiais encontrados podem vir a ser descartados. A confirmação de origem das peças localizadas só será possível no momento em que elas estiverem nas embarcações.

Buscas

O avião caiu na noite do último domingo no Atlântico, quando seguia do Rio para Paris com 228 pessoas a bordo --12 tripulantes e 216 passageiros de 32 países.

A FAB (Força Aérea Brasileira) iniciou nesta sexta o quinto dia de buscas pelo Airbus-A330. De acordo com o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do Decea (diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo), as chances de encontrar os corpos dos ocupantes da aeronave são cada vez mais remotas.

"A cada momento diminui a probabilidade de encontrarmos os corpos, porque já estamos com mais de 100 horas do acidente e fica cada vez mais remota essa possibilidade", disse o brigadeiro, em entrevista concedida em Recife (PE).

Editor-chefe: Eric Costa

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