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Domingo, 21 de Março de 2010 | Última atualização ocorreu às 17:02hr

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Pesquisar tipo de negócio e ponto ideal é fundamental, dizem consultores.

Em expansão no país, o setor de franquias cresceu 19% no ano passado e atingiu faturamento de R$ 55 bilhões. O número no mercado subiu de 1,2 mil para 1,4 mil entre 2007 e 2008. Além disso, consultores afirmam que a taxa de "mortalidade" desses negócios é baixa, de 2% a 3% no primeiro ano.

 

Entretanto, não existe sucesso garantido. Por isso, o G1 entrevistou consultores e especialistas no mercado de franquias para mostrar quais são os cuidados que as pessoas interessadas em abrir um negócio usando este modelo devem tomar para aumentar suas chances de êxito.

 

Primeiros passos

Para Ricardo Camargo, diretor executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o primeiro passo é selecionar a atividade pretendida. “É necessário fazer uma autoanálise. Se eu me comunico bem, o varejo é uma boa ideia; se este não é o caso, nem tanto”, diz Cláudia Bittencourt, consultora em franquias.

É necessário também fazer bem as contas. Segundo o consultor Paulo Ancona Lopez, o segundo filtro deve ser financeiro. “É preciso ter dinheiro para comprar e instalar o negócio, além de capital de giro para um período de vacas magras, especialmente no início”, explica. O valor ideal da "reserva" é de quatro meses dos custos fixos do negócio.

 

Processo de seleção

O franqueado deve também “selecionar” o franqueador. “Não é só ler o folheto. Tem que ir lá conhecer e ver vale a pena pagar o valor da franquia cobrada. É preciso também conversar com outras unidades da rede que já estão em funcionamento”, ressalta Lopez.

Para Cláudia, como abrir uma franquia geralmente custa mais do que abrir um negócio por conta própria, o empreendedor tem que ter em mente que, na dúvida, pode desistir do acordo antes do início efetivo da operação. “Mesmo com o pré-contrato assinado, ainda é possível voltar atrás.”

 

Novo ou antigo

No que se refere à seleção de marcas, uma franquia nova no mercado tem potencial para crescer mais, mas também costuma ser uma opção mais arriscada.

“No caso da escolha de uma novidade, a pessoa tem que saber que está assumindo o risco junto com o franqueador”, frisa a consultora.

 

No caso de redes mais antigas, o risco é menor. Mas muitas vezes os espaços para lojas já estão todos tomados, sendo o novo entrante obrigado a “desbravar” novos territórios. “No caso do Habib’s e de O Boticário, por exemplo, os melhores pontos já estão ocupados”, exemplifica Paulo Ancona Lopez.

É necessário ter bom senso para que o negócio seja adequado a seu público e também leve em conta limitações logísticas. “É a velha fórmula: não adianta abrir uma Daslu em Itaquera”, diz Camargo, da ABF. “Muitas vezes, em vez de se expandir para várias capitais, pode ser melhor em termos logísticos crescer ao longo de uma autoestrada, por exemplo”, diz Lopez.

Para a consultora Cláudia Bittencourt, é fundamental montar um site na internet e fazer o cadastramento do negócio em ferramentas de busca, como o Google. Assim, o dono de uma escola de inglês pode assegurar que um potencial aluno, ao buscar “inglês” e o nome da cidade, vá encontrar sua unidade. “É uma medida que facilita o conhecimento e reduz custos”, diz ela.

 

Foto: Divulgação William Gabbard: serviço de domésticas pagas por hora (Foto: Divulgação)Empregadas domésticas

Nesta semana, o setor apresentou novidades no setor de franquias na ABF Franchising Expo, em São Paulo. Entre elas está uma empresa de serviços domésticos norte-americana, a Molly Maid, que busca um franqueador master no Brasil (ou seja, um parceiro que compre os direitos da marca e multiplique o conceito pelo país).

Trata-se de um serviço de faxina em que as funcionárias circulam em carros cor-de-rosa e garantem o atendimento no horário marcado. Com 30 anos de existência, a empresa tem 750 fraqueados pelo mundo, em países como Canadá, Reino Unido, Portugal e Japão. Os investidores interessados no negócio Molly Maid terão de pagar US$ 250 mil pelo uso da marca.

O preço da Molly Maid é definido por hora, segundo William Gabbard, da holding EGS, que busca trazer o serviço para o país. O valor cobrado depende do nível de dificuldade do imóvel e das exigências do cliente. “Além do tamanho da casa, faz diferença no preço se a pessoa quer apenas que a casa seja limpa ou se exige que todos os livros sejam tirados da prateleira”, ressalta.

Gabbard admite que o conceito da Molly Maid é diferente do brasileiro, uma vez que o serviço de limpeza doméstica no país é tradicionalmente feito por contratações individuais. Por isso, o objetivo é começar o trabalho por São Paulo, uma vez que os serviços domésticos são mais caros nos grandes centros urbanos.

 

Personal trainers

Será inaugurada em São Paulo, no mês de agosto, a primeira unidade de uma franquia norte-americana de condicionamento físico individual. De acordo com Cassiano Ximenes, franqueador master da Fitness Together, a novidade é voltada para a classe A. As sessões custarão R$ 100 e poderão ser compradas em pacotes a partir de 12 aulas.

Ximenes explica que o investimento em uma academia Fitness Together é de R$ 250 mil. O objetivo é espalhar o serviço pelo país para que os alunos possam realizar seus treinamentos em unidades de qualquer estado, uma vez que todas as informações serão armazenadas em um sistema que estará disponível online.

De acordo com o franqueador, além do condicionamento físico, com exercícios aeróbicos e musculação, a Fitness Together também oferecerá orientação nutricional aos alunos.

 

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