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Terça-Feira, 09 de Fevereiro de 2010 | Última atualização ocorreu às 10:35hr

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Software é direcionado a quem ainda não possui proteção contra pragas.

 


A Microsoft lançou na semana passada o antivírus gratuito chamado Microsoft Security Essentials (MSSE). A empresa já havia entrado no mercado de antispywares com o Microsoft Antispyware, mais tarde renomeado para Windows Defender e incluído no Windows Vista. O antivírus chegou depois, com o nome de OneCare, mas não era gratuito e foi descontinuado. Agora, a Microsoft muda sua estratégia ao oferecer somente um antivírus para uso doméstico e não cobrar por isso. Conheça o novo software na coluna de hoje.

Baixatudo

Clique para baixar o Microsoft Security Essentials 

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras. 

A proposta da Microsoft: o que o MSSE não é

Como o nome sugere, o Security Essentials não busca oferecer uma proteção completa e sim o essencial – ou seja, o básico. O objetivo da Microsoft, segundo ela própria, é dar uma opção nova àqueles usuários que não possuem antivírus instalado. Números fornecidos pela empresa sugerem que 60% dos computadores não têm um antivírus. Essa estatística foi questionada, mas ainda assim é certo que alguns PCs não têm software de segurança contra pragas digitais, muitas vezes por questões de desempenho, considerando-se os notórios problemas dos antivírus nesse quesito. 

 

 Foto: Reprodução

Programa de instalação não passa dos 9 MB, mas requer Windows original. (Foto: Reprodução )

A nova solução gratuita não é direcionada a empresas. A Microsoft tem outro produto, o Forefront, que é pago, para esse mercado. Embora o Forefront tenha recursos diferenciados para uso em rede, o MSSE é tão focado em remoção de vírus que se assemelha mais ao Forefront do que ao descontinuado OneCare, que trazia uma suíte de aplicativos para manutenção do sistema.

O Security Essentials atende apenas ao usuário doméstico, e principalmente quem precisa de um software leve e razoável. A qualidade existe, mas o programa não dispõe de tecnologias que hoje podem ser encontrados em boa parte dos softwares, como a análise de comportamento (HIPS), que é capaz de detectar vírus desconhecidos.

No entanto, ele é o primeiro antivírus da Microsoft a utilizar o Dynamic Signature Service (DSS). Com essa tecnologia, o programa monitora a atividade dos aplicativos em execução. Quando uma atividade suspeita é detectada, informações são enviadas para que seja verificada a existência de uma assinatura. Com isso, o usuário estará protegido mesmo sem estar com a última atualização do MSSE, já que uma assinatura específica será baixada dos servidores quando necessário. O DSS deve ser incluído também no Forefront, o que fará com que ambos trabalhem juntos, melhorando o produto corporativo da Microsoft. 

Leve, básico, simples e somente para Windows original

A simplicidade do “Essentials” é percebida até no programa de instalação: apenas 8,6 MB para Windows ou 4,7 MB para Windows Vista. Esse número pode ser comparado aos 30 MB das versões gratuitas do Avast e do AVG, por exemplo, e aos 33 MB do Avira. Antivírus e suítes pagas são ainda maiores. 

Foto: Reprodução

O Security Essentials tem um visual limpo. Não há exageros ou 'bloat' em nenhuma parte do software. (Foto: Reprodução )

A instalação não deve apresentar nenhuma dificuldade ou opção avançada. Há apenas um detalhe: ela verifica se a cópia do Windows instalada no computador é original.

Quando a instalação termina, é apresentada a tela inicial da interface do programa. Limpa e direta, ela faz uso de cores para informar se tudo corre bem (verde) ou se há problemas (vermelho). Na tela exibida é possível realizar uma verificação do sistema, que deve iniciar automaticamente se a opção no final da instalação foi deixada ativa. Há uma aba para verificar atualizações, uma para o histórico e quarentena, e outra para configurações. 

 

Foto: Reprodução

Um pop up perto do relógio é exibido quando um problema é encontrado. (Foto: Reprodução )

Há bastante para se ver na parte de configurações, mas praticamente nada do que está ali precisará ser mudado na maioria dos casos. A coluna faz apenas a recomendação de trocar a ação recomendada no caso de infecção para Quarentena, para que o programa não remova arquivos legítimos acidentalmente.

O MSSE vem programado para realizar uma varredura rápida uma vez por semana, mas isso não deve causar impacto no desempenho do PC. Dois motivos para isso: o software só realiza a operação se o sistema estiver ocioso, e a varredura rápida faz jus ao nome – levou apenas dois minutos no notebook usado pelo teste do G1 (Core 2 Duo 1,7 Ghz com 1 GB de RAM e disco rígido de 5400 RPM). 

 

 Foto: Reprodução

Janela dá mais informações e opções sobre o que fazer com o programa. (Foto: Reprodução )

Não foi perceptível nenhuma queda significativa no desempenho do sistema, embora a quantidade de memória disponível no notebook de teste fosse a mínima recomendada pela Microsoft para a instalação do programa.

Quando uma praga digital é encontrada, o MSSE exibe um alerta pop up a partir da barra ao lado do relógio. Ali é possível tomar diretamente a ação recomendada ou ver mais informações. Nenhum alerta sonoro é emitido.

O G1 não fez um teste para avaliar a capacidade de detecção de pragas digitais, mas usou informações do laboratório alemão AV-Test– confira logo abaixo. Testes antivírus de boa qualidade são difíceis de serem realizados e, embora um teste rudimentar pudesse ser feito, seu resultado seria questionável. Há apenas alguns poucos laboratórios no mundo com especialistas nessa área, entre os quais o AV-Test.

No entanto, o G1 tentou baixar uma praga digital brasileira e nova para o notebook com o Security Essentials. Os vírus brasileiros normalmente usam inicialmente um componente conhecido como 'Downloader'. Ele geralmente passa pelos antivírus, desativa os softwares de segurança e então baixa as demais partes do código malicioso, que geralmente têm uma detecção melhor. Nesse ponto, no entanto, o antivírus normalmente não está mais em perfeito estado de funcionamento para detectar o problema.

No caso do MSSE, o downloader inicial foi detectado assim que o arquivo malicioso foi baixado. Portanto, nem foi necessário executar o cavalo de troia para ver se os demais componentes seriam detectados. 

Reação da concorrência, desempenho e conclusão

A pergunta de muitos usuários certamente é: “devo trocar meu antivírus pela nova oferta da Microsoft?” Essa é uma questão difícil de responder. Não há como avaliar criteriosamente um software que acabou de ser lançado. Não é nem razoável supor que o desempenho inicial dele seja mantido – ele pode melhorar ou piorar nos meses seguintes. Ainda é cedo para fazer qualquer julgamento. 

 

 Foto: Reprodução

Estudo pago pela Symantec mostra suposta superioridade do Norton Antivirus. (Foto: Reprodução)

É normalmente considerando deselegante falar de concorrentes, mas isso não impediu a ESET (do NOD32), a Symantec (Norton), a AVG e a Alwil (Avast) de se pronunciarem ao site Ars Technica.

Para a Symantec e ESET, o Security Essentials simplesmente não compete com as soluções pagas. Para a Alwil, a disponibilidade de mais um software de segurança gratuito é positiva, mas a empresa diz, basicamente, que o aplicativo não está em pé de igualdade com o Avast ou mesmo com o concorrente AVG. Já a própria AVG disse estar receosa de que a Microsoft use seus canais de distribuição (como fabricantes de PCs e as atualizações do Windows) para “empurrar” o programa.

A Symantec chegou a encomendar um estudo comparando o MSSE com o Norton Anti-Virus 2009. O teste foi realizado ainda com a versão beta do Essentials e mostrou uma larga vantagem do Norton. Embora o teste tenha sido pago pela Symantec, o resultado é, segundo a empresa, independente. Clique aqui para baixar o estudo (Inglês, PDF). 

Editor-chefe: Eric Costa

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