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Médicos paralisam cirurgias pelo SUS em Alagoas
02/07/2008 - 12:34:07 - Agência Folha
Apenas as operações de emergência ou cujo paciente corre risco de morte serão realizadas
As cirurgias com data marcada realizadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em Alagoas estão suspensas desde segunda-feira (30), segundo o Sindicato dos Médicos do Estado.
Apenas as operações de emergência ou cujo paciente corre risco de morte serão realizadas, de acordo com Wellington Galvão, preside do sindicato. Diariamente, são realizadas cerca de cem cirurgias eletivas no Estado, segundo a categoria.
Os médicos reivindicam o aumento da tabela do SUS, que estipula a remuneração dos profissionais, ou a equiparação com os valores da tabela usada pelos planos de saúde, a CBHPM (Classificação Brasileira de Hierarquização de Procedimentos Médicos).
O sindicato quer que o Estado e os municípios com gestão plena da saúde paguem aos médicos a diferença entre as duas tabelas. Em alguns casos, a remuneração fixada pela tabela do SUS é de 10% do valor da tabela dos planos de saúde.
Como exemplo, o sindicato cita a cirurgia para retirada da tireóide: R$ 175 na tabela do SUS e R$ 984 na tabela dos planos de saúde.
O secretário de Saúde de Maceió, Francisco Lins, disse que a decisão dos médicos surpreende, pois ainda estão abertas as negociações com a categoria. Segundo ele, está sendo feito um estudo para avaliar o impacto da reivindicação.
"A prefeitura não tem como assumir a complementação da tabela apenas com recursos próprios. O fórum de debate tem que incluir também o Ministério da Saúde e o Estado", diz.
Na tarde de ontem, Lins não tinha informação sobre o número de cirurgias que haviam deixado de ocorrer na capital.
A superintendente de Atenção à Saúde da Secretaria Estadual da Saúde, Silvana Medeiros, disse que o governo elegeu as áreas de atendimento médico de urgência e emergência e o atendimento materno-infantil para receber prioritariamente os recursos estaduais, com pagamento de incentivos aos hospitais da rede conveniada para atendimento nestas duas áreas.
Em 2007, os médicos da rede estadual de Alagoas fizeram uma greve de mais de três meses para reivindicar reajuste salarial.
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