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Quinta-Feira, 18 de Março de 2010 | Última atualização ocorreu às 14:11hr

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De acordo com delegada, houve erro médico no procedimento.

A jornalista Lanusse Martins, que morreu no último dia 25, durante uma cirurgia de lipoaspiração, foi vítima de erro médico, segundo afirmou nesta sexta-feira (29) a delegada que preside o caso, Martha Vargas. Ela também informou que o cirurgião Hackel Cabral será indiciado por homicídio doloso com dolo eventual (quando o médico assume o risco de matar) e pode pegar de seis a 20 anos de prisão.

 

Por telefone, o G1 tentou entrar em contato com o cirurgião e ainda aguarda o retorno das chamadas.

O laudo da morte de Lanusse, divulgado pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta sexta, revela que a jovem teve uma veia perfurada na região renal durante a cirurgia e chegou a perder quase um terço do sangue do corpo. O rim não foi perfurado.

 

"Houve dois erros médicos: um, pela cânula ter ultrapassado a cavidade abdominal. O segundo, [pelo médico] não perceber o que estava acontecendo. Ela deveria ter sido aberta imediatamente e ter sido estancado [o sangramento]. Isso poderia salvar sua vida", disse a delegada.

Anestesista alertou

Martha Vargas afirmou ainda o anestesista avisou ao cirurgião de que haveria algo errado e pediu para parar a cirurgia. "Ao não abrir a paciente, ele assumiu o risco", disse.

 

De acordo com o perito Gilberto Alves, o processo de reanimação, que levou cerca de 1h15, diante de uma parada cardíaca, estava correto. No entanto, ele pode ter aumentado a vazão de sangue e piorado a situação.

Martha afirmou que o médico será ouvido "oportunamente." No momento, ele cumpre um atestado médico.

 

Editor-chefe: Eric Costa

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