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Quarta-Feira, 26 de Novembro de 2014 | Última atualização ocorreu às 13:52hr

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Virada Cultural leva cerca de 4 milhões para ruas de SP

Mais de quatro milhões de pessoas de diferentes tribos, gerações e classes sociais se misturaram neste fim de semana no centro de São Paulo na 7ª Virada Cultural. Em noite de lua cheia e dia de sol, o evento apresentou 24 horas de atrações variadas, desde as 18 horas de sábado. O sambista Paulinho da Viola encerrou a maratona de shows, às 19h30 de ontem, na Praça da República. Houve problemas localizados durante a madrugada. Segundo a Prefeitura, uma pessoa caiu do Viaduto Santa Ifigênia às 3 horas. A Polícia Militar trabalha com hipótese de suicídio. Outra pessoa foi ferida à faca em briga de punks e skinheads, às 2 horas, na Praça Julio Prestes – o encontro vinha sendo marcado pela internet desde a semana passada. De maneira geral, no entanto, segundo o coronel Neroval Bucheroni, subprefeito da Sé, houve menos ocorrências policiais do que no evento do ano passado. A fiscalização contou com mais de 1.200 homens, somados aos 2.800 da PM. “Atuamos principalmente para evitar a venda de bebidas por ambulantes. Com menos gente bêbada, houve menos confusão”, disse Bucheroni. Apesar do esforço na repressão ao álcool, na madrugada eram vendidas garrafas de vinho químico por R$ 5. O Instituto Adolpho Lutz, que analisou a bebida, detectou 96% de teor alcoólico no produto. Ontem, foram aprendidas 28 toneladas de mercadorias de camelôs – 80% eram vinho barato. Principalmente ao amanhecer, foi possível ver lixo amontoado nas ruas, que foi sendo recolhido no decorrer do dia. Até o meio dia, os 3.300 funcionários da limpeza haviam coletado 140 toneladas de lixo, sendo 10 toneladas de restos para reciclagem. Madrugada Foi uma jornada memorável noite adentro. No Largo do Arouche, os anos 1980 pareceram reviver na madrugada com Ritchie e Marina Lima. Quando o cantor tocou Menina Veneno, regeu o maior coral humano da Virada. Do Arouche ao Minhocão, todos pareciam cantar. Ainda na madrugada, à 0h, o show da banda de heavy metal Sepultura com a Orquestra Experimental de Repertório, no Palco Estação da Luz, começou com tumulto. Os metaleiros começaram a jogar para o alto – e até em direção à orquestra – as cadeiras que estavam enfileiradas a cerca de dez metros do palco. Vários pularam o alambrado e praticamente expulsaram quem estava na área. Apesar da confusão, o show foi excelente. Num dos pontos altos, o público foi ao delírio com a combinação do som pesado de Roots Bloody Roots acompanhado por acordes de violinos e baixos. Longe dali, no CineSesc da Rua Augusta, o público acompanhava outra inusitada atração: a sessão do filme O Mágico de Oz, de 1939, com seu som original trocado pelo disco Dark Side of The Moon, da banda inglesa Pink Floyd. Segundo os fãs do grupo, eles fizeram esse disco para as músicas coincidirem com as cenas do filme. E haveria mais de 100 momentos comprovando a tese. Alguns bravos espectadores conseguiram resistir ao sono e acompanharam a sessão, achando graça dos momentos que o áudio realmente ficava sincronizado com o filme. Outros, no entanto, não resistiram e dormiram – muitos no corredor do cinema. Entre as coincidências, foi possível observar as cenas em que ao término da música Breathe (Respire) e o início da On The Run (em fuga) Dorothy cai do muro. A cauda do cachorro dela também se movimenta no ritmo da música. Outro é quando a bruxa má lança uma bola de fogo contra Dorothy, e a música grita Run (corra). Samba Por volta das 12h de ontem, o Palco República recebeu o encontro inusitado de Paulo Miklos, do Titãs, com os sambistas do Quinteto em Branco e Preto, numa homenagem a Noel Rosa. A química do sexteto funcionou bem ao vivo. E foi com uma ode à sua escola de samba, a Portela, com o pot-pourri de Portela Feliz e Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida, que Paulinho da Viola encerrou a Virada Cultural, por volta das 19h30 de ontem, no mesmo palco. O Príncipe do Samba iniciou sua apresentação, ao lado da Orquestra à Base de Corda de Curitiba, com 40 minutos de atraso. Diante de cerca de 10 mil pessoas, a equipe técnica parecia penar para ajustar o som dos instrumentos. Durante Coração Leviano, um coro vindo do fundo da plateia gritava: “Aumenta o som!”. O repertório mesclou lados B e clássicos, como Timoneiro, na apresentação com uma hora de duração. Mas, para o público, passou muito rápido. Adriana Del Ré, Ana Rita Martins, Bruno Paes Manso, Felipe Branco Cruz, Felipe Tau, Jotabê Medeiros, Pedro Antunes e Tatiana Piva

 

 

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