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Terça-Feira, 02 de Dezembro de 2008 | Última atualização ocorreu às 13:02hr

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Brasileiros afirmam que conseguiram ativar o sistema do iPhone 3G e esperam fazer o desbloqueio


Brasileiros afirmam que conseguiram ativar o sistema do iPhone 3G e esperam fazer o desbloqueio completo do aparelho ainda na noite desta segunda-feira (14). Eles dizem que fizeram o iPhone 2.0, software do celular, funcionar com um chip da Claro, com diversas funcionalidades --mas falta fazer o aparelho captar o sinal e permitir uma ligação.

O iPhone não é vendido oficialmente no Brasil e nenhuma operadora foi homologada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para operar o celular --o uso do aparelho é irregular no país. A Apple, fabricante do aparelho, não quis me manifestar sobre o assunto.

Reprodução
 
Em vídeo na internet, MacNasi mostra sistema iPhone 2.0 funcionando com chip nacional; equipe vai tentar desbloqueio total
Breno MacNasi, sócio da empresa que fez a ativação do iPhone 3G, afirma que o celular foi conseguido por meio de amigos que moram nos Estados Unidos, em uma ação que ele classifica como "operação de guerra".

O aparelho chegou a São Paulo nesta segunda-feira, trazido por um amigo de MacNasi vindo de Miami, nos Estados Unidos.

Ele afirma que a equipe começou o trabalho na última quinta-feira (10), quando o sistema iPhone 2.0 vazou na internet. "Estou há quatro dias sem dormir", afirma.

Segundo MacNasi, a intenção é mostrar que os desbloqueadores brasileiros podem ser "tão bons quanto os norte-americanos".

Por enquanto, apenas o software foi alterado, fazendo com que o iPhone tivesse suas funcionalidades, mas não sinal telefônico. Na noite de hoje, em um processo que deve demorar cinco horas, a equipe vai tentar alterar o hardware do celular, para fazer o desbloqueio e permitir as ligações.

O "desbloqueador" reconhece que o sistema utilizado é "arcaico" e que pode gerar graves danos ao aparelho. Por isso, o serviço não deve ser oferecido "comercialmente", por enquanto. Ainda não foi estipulado valor a ser cobrado.

A expectativa da Apple é alcançar muito mais consumidores com o iPhone 3G --que será vendido em 70 países-- do que com a versão original lançada no ano passado. Em parte, isso ocorre porque a empresa abandonou a política de exigir que as operadoras revertessem a ela uma parte das receitas geradas com as ligações.

A primeira geração do iPhone chegou ao mercado custando muito mais caro e era vendida sob contratos de exclusividade com certas operadoras em cada país. No Brasil, as operadoras Claro e Vivo já anunciaram que vão vender o iPhone, mas não divulgaram a data ou os valores envolvidos.