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Novidades no tratamento. Vacina e terapia contra o HIV

06/08/2008 - 16:55:37 - BBC Brasil


Um vacina foi desenvolvida por uma companhia de biotecnologia baseada na Noruega. Entenda mais!

Pesquisadores apresentaram na 17ª Conferência Internacional sobre a Aids na Cidade do México uma vacina que permitirá aos pacientes com HIV uma interrupção mais longa no uso de medicamentos sem apresentar efeitos colaterais.

A vacina foi desenvolvida por uma companhia de biotecnologia baseada na Noruega, a Bionor Immuno.

Ao todo, 345 pacientes em 21 centros de tratamento nos Estados Unidos e Europa vão participar do teste da vacina, o maior deste tipo já realizado. Os resultados serão divulgados no final de 2009.

Barry Peters, do Kings College de Londres, lidera a pesquisa na Grã-Bretanha. "Uma vacina imunoterapêutica contra o HIV daria aos pacientes e aos médicos vantagens enormes em relação aos tratamentos atuais, em países desenvolvidos e em desenvolvimento", afirmou.

"Mesmo se esta vacina não for a resposta final, pode ajudar na caminhada em direção a uma vacina imunoterapêutica contra o HIV."

Uma pausa da terapia tradicional para pacientes com HIV poderia diminuir os efeitos colaterais associados aos medicamentos, como problemas do coração e fígado, diarréia, náusea e perda de gordura.

Também pode adiar o surgimento de vírus resistentes à medicação, além de significar economia para serviços públicos de saúde.

Estímulo
A vacina estimula uma resposta do sistema imunológico. Os remédios tradicionais de combate ao HIV bloqueiam a reprodução do vírus.

A nova vacina já foi testada duas vezes em uma escala mais reduzida, em 11 pacientes e depois em 38 pacientes com o HIV e os resultados foram promissores.

A maioria dos pacientes conseguiu evitar o uso dos remédios habituais da terapia anti-retroviral por um período de, em média, 31 meses.

Durante este período de pausa, o nível de células CD4+, importantes na luta contra a infecção, permaneceu acima do nível que estes pacientes apresentavam quando iniciaram a terapia anti-retroviral.

Quarenta e quatro meses depois da interrupção do tratamento 34% dos pacientes ainda não tinham voltado à terapia anti-retroviral. Outros pacientes ainda não voltaram à terapia anti-retroviral, cinco anos depois de o teste ter sido completado.

Geralmente a terapia anti-retroviral não pode ser interrompida por mais de três a quatro meses sem apresentar efeitos colaterais.

Lisa Power, chefe de políticas na organização de caridade britânica Terence Higgins Trust, que dá apoio e informação a pacientes com HIV, afirmou que ainda não se sabe se a vacina vai funcionar, mas a pesquisa é promissora.

"Qualquer avanço que dê às pessoas mais opções de tratamento e adie o avanço do vírus, é uma coisa boa", afirmou.

 

 

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