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Na internet, Ciro afirma que gestão petista é 'fuleiragem'

26/08/2008 - 02:29:35 - Agência Folha


O deputado federal e presidenciável Ciro Gomes (PSB) gravou um vídeo, produzido por seu filho

Impedido de aparecer na propaganda eleitoral de sua ex-mulher, Patrícia Saboya (PDT), à Prefeitura de Fortaleza, o deputado federal e presidenciável Ciro Gomes (PSB) gravou um vídeo, produzido por seu filho mais velho e postado nesta segunda-feira no YouTube, em que critica o que chamou de censura e classifica a gestão da prefeita Luizianne Lins (PT) de "fuleiragem".

Para Ciro, Patrícia tem direito de usar na campanha imagens em que aparece ao lado dele, do presidente Lula e do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), pois isso faz parte de sua história.

"A história da sua mãe pertence a ela", diz Ciro a seu filho com Patrícia, no vídeo. "E ela tem o direito de contar essa história, e os coronéizinhos de saia ou de botina vão ter que engolir isso aí."

Hoje, a Justiça decidiu proibir a exibição das imagens de Ciro, Cid e Lula na propaganda de Patrícia, alegando que essas pessoas pertencem a partidos que não fazem parte da coligação do PDT, mas da aliança que apóia Luizianne.

O vídeo de Ciro no YouTube é uma espécie de conversa encenada, gravada pelo próprio filho mais velho deles, Ciro Saboya Ferreira Gomes, que trabalha na campanha da mãe. Cirinho chega a perguntar: "Então, como é que vai ser, você não vai mais apoiar a minha mãe?".

O termo usado para criticar a administração de Luizianne, fuleiragem, é uma gíria típica no Ceará, que significa algo bagunçado ou de má qualidade.

Por causa da decisão judicial, a propaganda de Patrícia na TV distorceu digitalmente o rosto dos três personagens vetados, nas fotos em que eles apareciam ao lado da senadora.

O clima de acirramento entre as campanhas se elevou hoje, com a divulgação da pesquisa do Datafolha. Em relação à pesquisa anterior, divulgada no início de agosto, Luizianne ganhou cinco pontos percentuais, chegando a 35% das intenções de voto, seis pontos à frente de Moroni Torgan (DEM), que de 30% oscilou para 29%. Com a margem de erro, de três pontos percentuais, ainda há um empate técnico. Patrícia aparece mais atrás, com 19% (na pesquisa anterior, ela tinha 22%).

Com esse resultado, Moroni passou a usar estratégia mais agressiva, ao divulgar nota em que acusa a prefeita de xenofobia por tê-lo chamado de forasteiro (ele é gaúcho).

Ontem, em um evento com lideranças comunitárias, Luizianne afirmou que não era xenófoba, mas que havia candidatos sem qualquer identidade com a cidade e que só apareciam às vésperas das eleições.

 

Editor-chefe: Eric Costa

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